domingo, 19 de julho de 2009

Nieve, Mar, un día festivo nomás!

Quinta-feira foi feriado. Sexta-feira não trabalhei.
Assim que me tocou conhecer a neve: Estação de ski "El Colorado".
Tá aí uma coisa impressionante desse mundo. Um dia lindo de sol e eu fazendo boneco de neve =)
Mas isso seria pouco. Aproveitei o fim de semana e fui, por fim, conhecer Viña del Mar y Valparaiso. Cada qual com sua beleza particular e completamente diferentes. Uma cidade de praia outra portuária. Belezas do Pacífico.
Tá aí uma coisa impressionante desse mundo. Um dia de sol e eu fazendo castelinhos de areia =)

Confieso que he vivido!!! 2

Tinhamos uma teleconference com a Novartis Brasil por um tema específico que nos envolvia.
Estavamos na Sala Calafquén diante da linda Cordilheira toda nevada.
Discamos +55 qualquer coisa. Atende do outro lado uma gravação que pede que esperemos alguns minutos.
Começa a tocar "Corcovado".
Bossa Nova é música que faz chorar. De alegria.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Confieso que he vivido!

"Pedro,Tiago e João na barquinha no mar da Galiléia"
Com essa musiquinha aprendi que São Pedro era pescador, mas não imaginava a vantagem que tal fato me traria.
Morando no Chile, um país onde a pesca é parte fundamental da economia e da cultura, pude tirar proveito de um feriado no dia 29 de junho. E para prestar homenagem fui conhecer o Oceano Pacífico, por fim.

Devo dizer que quase chorei de emoção ao escutar as ondas do mar depois de tantos anos e, mais do que isso, saber que eram ondas que se arremessavam de oeste para leste.
Me lembrei do dia em que aos 8 anos conheci o mar. Espírito Santo, praia larga, cheia de coqueiros, camelôs e água de coco. Agora era bastante diferente: já não há coqueiros nem camelôs e já não tenho oito anos. A praia é bem diferente, rodeada por portos, cheia de grandes pedras e com muitas gaivotas sobrevoando o mar...lindo! Azul, azul. Para quadrar com o céu que lo cobria.
Viajamos de Santo Antonio a Isla Negra pela costa e não pude deixar de olhar um só segundo para aquele azul, maravilhoso e infinito.
Me imaginava no mapa, marginando a América do Sul. Me lembrava da Cordilheira nevada. Recordei o Cantico das Criaturas.
Estava a caminho de Isla Negra, rumo à casa de Neruda e não pude deixar de parodiá-lo. Era apropriado...e simples assim:
"Confieso que he vivido"

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Teoria del ascensor

Já há algum tempo penso publicar a mais interessante das teorias que tenho formulado esses quatro meses. Esta está batizada como "Teoria del ascensor" ou "Teoria do elevador" em espanhol.
O que faz dessa teoria mais nobre que as demais é sua simplicidade. O objeto dessa teoria é o homem (brasileiro e chileno) observado em seguidos poucos segundos que separam o primeiro e o décimo andar. A "Teoria del ascensor" sintetiza uma das maiores diferenças entre a forma de ser do brasileiro e do chileno:

- "Um brasileiro em um elevador te saudará, ainda que timidamente ou sem querer, e se despedirá ao sair. Um chileno, muito provavelmente não se despedirá, mas dará passagem para que você desça primeiro"
ou
- "Um brasileiro em um elevador sempre se despedirá, mas descerá primeiro"
ou
- "Um chileno não se despedirá, mas dará permisso para que você saia primeiro"
ou
- "Um chileno e um brasileito em um elevador, o brasileiro se despedirá enquanto corta a frente do chileno para sair primeiro"
ou
- "Os brasileiros são simpáticos, os chilenos são educados."

PS1: Sempre devemos pensar nas exceções às regras, ou seja, existem chilenos simpáticos e alguns brasileiros educados.
PS2:Essa teoria é de caráter empírico, baseada em meus 5 anos vivendo no 10º andar em Ribeirão Preto , 4 meses vivendo no 14º e trabalhando no 9º em Santiago, sendo sempre a primeira a sair do elevador.

Fast Update

19.05: Tapioca em casa com a Marina
21.05: Vôo de parapente (Feriado "Glorias Navales)
22.05: Bailar eletronica
23.05: Cena Uruguaya
24.05: Basquete no parque
25.05: Ópera "La Traviata" no Teatro Municipal

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Que legal!

Hoje foi um dia muito legal.
As 7h00 estava em pé, apesar de ter ido dormir as 4h00 (em outro post poderei contar o porquê). As 8h00 já estava cercada de outros estrangeiros, sobretudo peruanos.

Hoje era o último dia pra registro do visto de residência chilena que me foi outorgado há um mês.

Não fui trabalhar pela manhã e me fui à estrangeria enfrentar uma fila de centenas de pessoas, a maioria delas, digamos assim, bastante ‘interessantes’. Se tivesse que escolher palavras chave para descrever esta manhã, seguramente, a primeira delas seria: FILA.

Comecei os tramites as 8h00 e as 12h20 já estava liberada! Estrangeria, Polícia Internacional, Registro Civil. Tudo isso pode parecer muito ‘aburrido’ e cansativo, mas a verdade é que foi super legal.
Estava em um dia inspirado, daqueles propícios para observar a gente e com facilidade construir teorias engraçadas ou tirar conclusões sem reais fundamentos.
Algumas conclusões que cheguei observando todos aqueles estrangeiros e falando com alguns deles foram:

- Um brasileiro pode ser facilmente identificado por seu jeito de caminhar.

- Se ao observar um possível brasileiro caminhando você ainda não tem certeza se ele é brasileiro, peça que fale um pouco em inglês. Se tiver um ar arrogante, seguramente é brasileiro.

- Peru não deve ser um lugar muito interessante pra se viver. Pelo menos não para Peruanos.

- A eficiência das repartições públicas brasileiras e sua rapidez de caracol se devem mais ao fato de serem brasileiras que ao fato de serem repartições públicas.

- Se alguém se dá conta que você é brasileiro elogiará seu país e perguntará que time você torce. Se você responde que não é muito fã de futebol te perguntarão se você sabe sambar. Se você responde que ‘mais ou menos’, o 'perguntador' fica em dúvida se você realmente é brasileiro.

Sim, essas foram algumas das conclusões semi científicas que obtive hoje durante meus tramites e meus nada censurados pensamentos e reflexões, por vezes, comuns.
E nesse clima de ‘maluquinha’ passei diante da embaixada brasileira. Coincidentemente, nesse momento buscava uma música pra cantar e me entreter (coisa que algumas vezes me permito fazer no meio da rua). Decidi, então, cantar o hino nacional. Caminhei uns pares de quadras cantando “Ouviram do Ipiranga”. Divertido e engraçado.

Por fim, já tenho meu visto de residência estampado em meu passaporte, reconhecimento da polícia internacional e um RUT. Tenho alguns pesos a menos (pois não diferente do Brasil aqui também gostam das tais ‘taxas administrativas’) e algumas novas teorias sobre culturas e nações.

Sim...foi um dia legal!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Goiabada com queijo

Doce de abóbora com cravo e coco,
salgadinho de aniversário,
feijão com caldo,
strogonof com batata palha,
bauru,
pãozinho francês,
mexerica
(...)
Meu reino por um Romeu e Julieta...