sábado, 28 de fevereiro de 2009

Salir de carrete

Nos meus primeiros dias de Chile pude aprender um dos conceitos mais importantes para a juventude Chilena.
Aqui, ao invés de “sair pra balada” os chilenos “salen a carretear”.

‘Carrete’: Cilindro com rebordos nos extremos, onde se enrolam fios diversos.
Ou seja: carrete = carretel, molinete


Deste modo, o ‘carrete’ remete à pipa que pode alcançar sua liberdade e ir além. E é daí que nasce a expressão: “Salir de carrete”

Pura cultura! =)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Já não somos os mesmos

Ontem falei com o Quadrado pelo sistema de mensagens online interno à Novartis (MSN interno). Um fato que quase poderia ser banal, se não fosse o detalhe de eu estar no Chile e ele na Guatemala e, mais do que isso, se não fosse tudo o que a este fato precede.
Vejamos:

Setembro de 2006

Visitas rotineiras à biblioteca do campus. Era a época que eu ainda estudava com antecedência para provas. Em um jornalzinho da USP vi uma publicação do, até então anônimo, Rodrigo Costa, falando de uma organização, até então desconhecida para mim, AIESEC. Me interessei pela oportunidade que divulgava, entrei no site indicado, não entendi absolutamente nada e mandei um e-mail pro contato que encontrei. Uma, também anônima, Carol me respondeu dizendo com educadas palavras algo como: “sinto muito, perdeu sua vez, fique sem jogar.”

Março de 2007

Salgado na cantina. Era a época que o bandejão já não tinha graça nem pelo “social”. Em um cartazinho em ingles vi a divulgação daquela tal organização que eu quase já tinha me esquecido. Me interessei pela oportunidade que divulgava, entrei no site, não entendi quase nada e liguei para pedir informação. Mais um anônimo, Vitor Bassi, me disse que fosse à palestra informativa dali a poucas horas. Estava no Centro Acadêmico, com preguiça de ir pra casa e fadiga de ir estudar. Tainá estava comigo, fomos à tal palestra.
No caminho encontramos o Quadras e Ana Cristina, recém saindo da aula prática de Farmacognosia. Convidei a eles que fossemos juntos, assim também aproveitávamos a carona do Quadras para casa.

Chegamos na, até então, pouco conhecida FEA, cheia de gente, até então, igualmente anônima. Começou a falar um tal rapaz com nome de Marco Túlio, até então, imperialmente anônimo. Não entendi muita coisa ainda, mas comecei achar que se tratava de algo com o qual me identificava. E comecei a gostar de FooFighters.

Ana Cristina não se empolgou, Tainá animou receosamente, Quadras agiu como o Quadras. No dia seguinte, nos inscrevemos.

Passado um mês, já sabia dançar Tunak tunak Tum. Passados dois, já conhecia Itapecerica da Serra e já dizia “alinhar”.

21 de abril de 2007

Escrevi na minha agenda: “Hoje começa um sonho...que ele não se perca”
Socorro...que doidera! Nem sabia o que estava escrevendo.

Bom...sigamos

Outubro de 2007

Comecei a pensar no, até então, absurdo de estar em RP todo o 2008 e não seguir os planos iniciais e a praxe de ir fazer estágios na capital ao último semestre de curso.
O, já não anônimo, Rodrigo Porto e a linda e querida primeira dama, Daniela Cavelagna, me incentivavam a pensar melhor no assunto.

Foi um tempo meio difícil, a princípio. Mas foi um grande passo aquela decisão. Mas do que qualquer conseqüência boa que aquilo me trouxe, foi a primeira vez que fiz algo porque EU queria. Muito mais do que algo que eu pensava que alguém queria ou esperava de mim. Pelo contrário.

E essa foi a grande dificuldade da decisão. Sabia que seria minha primeira escolha pessoal e profissional que não seria aplaudida, aprovada, admirada. Pelo contrário: criticada, contestada, mal falada.
E essa foi a grande vitória.